Pesquisa

quinta-feira, 15 de março de 2018

A importância da Língua de Sinais na Educação Infantil.

Resultado de imagem para crianças aprendendo libras na escola

É muito importante a criança deficiente ter acesso à educação logo cedo, para aprender a sua língua natural e não passar por situações de exclusão. Assim, ela aprende a expressar o que sente ou quer no momento por meio da língua de sinais.


A criança deficiente auditiva, muitas vezes, chega à escola com a ausência da língua, o que acaba dificultando a sua aprendizagem. Por isso, é importante o ensino de Libras na educação infantil, uma vez que, quanto mais cedo a criança entra em contato com a língua, melhor é o seu processo de desenvolvimento.
Quanto o aprendizado de segunda língua – a Portuguesa –, esta deve ser ensinada de forma diferente para os deficientes auditivos, utilizando estratégias e técnicas próprias.
Também é importante destacar que é a partir do aprendizado da Libras como língua materna que a criança com deficiência auditiva passa a ter identidade própria. A partir da língua de sinais, ela se torna apta a fazer parte de um mundo da estruturação de pensamento - quem não domina uma linguagem, não possui um pensamento bem estruturado.
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB, nº 9394/1996) estabelece que os sistemas de ensino devem garantir, principalmente, professores especializados ou devidamente capacitados que possam atuar com qualquer pessoa especial na sala de aula.
Portanto, de acordo com a perspectiva da Lei, o professor deveria ser responsável por mediar e incentivar a construção do conhecimento do aluno com deficiência auditiva, por meio da sua interação com os estudantes e do desenvolvimento de estratégias pedagógicas que os atendam em suas necessidades.
Entretanto, não é difícil perceber que esse processo ainda é lento. Os alunos com deficiência auditiva possuem dificuldades dentro do ambiente escolar, já que muitos professores continuam dando aula apenas para os ouvintes. Sendo assim, eles enfrentam a continuidade do ciclo de exclusão, e têm dificuldades em encontrar emprego, pois algumas empresas ainda não se mostram preparadas para receber pessoas com necessidades especiais - além de que, novamente, a barreira da comunicação torna mais difícil a inclusão social dos deficientes auditivos no ambiente de trabalho.
Por isso, o ensino de Libras na educação infantil é de extrema importância, uma vez que, dessa forma, a comunicação dos ouvintes com os não ouvintes fica facilitada. Nesse cenário,  a inclusão social dos deficientes auditivos seria proporcionada não só na escola entre educadores e alunos, como, também, na sociedade e nos ambientes de trabalho.

Referência Bibliográfica:
Faculdade Eficaz. ENSINO DE LIBRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Disponível em: <http://www.faculdadeeficaz.com.br/post/dicas-eficaz/ensino-de-libras-na-educacao-infantil> Acesso em: 15 de março de 2018.

A Língua de Sinais no Contexto da Escola Regular



Todas as pessoas têm o direito de estar na escola (Constituição Federal, Art. 205), assim Ferreira (1999) define a escola como um estabelecimento público onde se ministra o ensino de forma coletiva, porém em sua essência a escola.

(...) apresenta-se, hoje como uma das mais importantes instituições sociais, por fazer, assim como as outras, a mediação entre o indivíduo e a sociedade. Ao transmitir a cultura, e com ela, modelos sociais de comportamentos e valores morais à escola permite que a criança “humanize-se, cultive, socialize-se ou, numa palavra, eduque-se.” (Boock, 2002. P. 261).

Percebe-se então que a escola é muito importante na formação do sujeito em todos os aspectos. É um lugar de aprendizagem de diferenças e de trocas de conhecimentos, precisando, portanto atender a todos sem distinção, a fim de não promover fracassos, discriminações e exclusões (Carvalho, 2004).

Determinações constitucionais prevêem organização especial de currículos, desenvolvimento de métodos, técnicas e recursos educativos, além de professores especializados e capacitados. No caso do surdo especificamente, trata-se de promover adequações das ações educacionais à realidade daquele que tem (ou deveria ter) a língua de sinais como primeira língua.

Tais ações implicam na necessidade de uma educação bilíngüe nas classes regulares e estão respaldadas numa concepção filosófica norteadora de diretrizes legais que estabelecem uma escola alicerçada no respeito às diferenças e igual para todos, de forma a favorecer o desenvolvimento dos alunos surdos.

A Declaração de Salamanca (1994) prevê uma educação inclusiva onde todas as crianças podem aprender juntas, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, raciais, lingüísticas ou outras. No caso do surdo sua educação é prevista em sua língua nacional de signos, a língua de sinais.

Já a LDBEN/96 (Lei das Diretrizes Bases da Educação Nacional de 1996), fundamentada em Salamanca (1994) e na Constituição Federal de 1988, traz em seus artigos especificamente 58 e 59, fundamentos e princípios para uma educação inclusiva de qualidade que atenda a todos os educandos através de adequações específicas para atender as necessidades dos portadores de deficiências.

Para Carvalho (2004) não basta apenas colocar os deficientes em classes regulares, se faz necessário assegurar-lhes garantias e práticas pedagógicas que rompam as barreiras de aprendizagem a fim de não se fazer uma educação inclusiva marginal e excludente.

Na educação dos surdos, o que lhes constitui uma barreira de aprendizagem diz respeito às questões referentes à sua linguagem. Estes sujeitos não ouvem, por isso, têm grandes dificuldades em se comunicar e aprender, embora sejam iguais aos ouvintes, as precisam de uma educação diferente que o respeite na sua diferença.

Atualmente no Brasil há um crescente discurso sobre a educação bilíngüe para surdos. O termo bilingüismo significa “utilização regular de duas línguas por indivíduos, ou comunidade, como resultado de contato lingüístico” (Ferreira, 1999, p. 300). Ser bilíngüe, portanto é falar e escrever em duas línguas.

O surdo tem direito a esta educação e a mesma deve acontecer de maneira que, segundo Quadros, (2006) o português deveria ser ensinado aos surdos como segunda língua. Dessa forma a escola deveria apresentar alternativas voltadas às necessidades lingüísticas dos surdos, promovendo estratégias que permitam a aquisição e o desenvolvimento da língua de sinais, como primeira língua e, paralelamente, introduzir a língua portuguesa em sua modalidade escrita, como segunda língua. A autora discorre acerca de como deve acontecer a educação bilíngüe e o papel da escola nesse processo.

“As diferentes formas de proporcionar uma educação bilíngüe à criança em uma escola dependem de decisões político-pedagógicas. Ao optar-se em oferecer uma educação bilíngüe, a escola está assumindo uma política lingüística em que duas línguas passarão a co-existir no espaço escolar (...)”. (Quadros, 2006, p.18).
Entende-se assim que não basta somente a escola colocar duas línguas co-existindo nas suas classes, antes precisa que haja subsídios e adequações curriculares de forma a favorecer surdos e ouvintes, a fim de tornar o ensino apropriado à peculiaridade de cada aluno.

Segundo Skliar (2005, p.27), usufruir da linguagem de sinais “é um direito dos surdos e não uma concessão de alguns professores e escolas”. Os surdos têm plenos direitos a uma educação que privilegie a sua língua materna e de acordo com a legislação brasileira isso não lhe deve ser negado. No Brasil, leis e decretos garantem a estes alunos uma educação diferenciada em classes regulares, onde sua língua nacional de signos, aqui conhecida como LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), é valorizada.

A lei 10.436 (24/04/2002) reconhece a legitimidade da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS - e com isso seu uso pelas comunidades surdas ganha respaldo do poder e dos serviços públicos. Esta lei foi regulamentada em 22 de dezembro de 2005, pelo Decreto de nº. 5.626/05 que estabelece a inclusão da LIBRAS como disciplina curricular nos cursos de magistério, pedagogia e fonoaudiologia, do ensino público e privado, e sistemas de ensino estaduais, municipais e federais (Cap.II, art. 3º.).

Este mesmo Decreto, no capítulo VI, Art. 22, incisos I e II, estabelece uma educação inclusiva para os surdos, numa modalidade bilíngüe em sua escolarização básica, garantindo-se a estes alunos, educadores capacitados e a presença do intérprete nessas classes.

O intérprete é muito importante na educação dos surdos nas classes regulares, pois é um profissional devidamente capacitado, que domina a LIBRAS, proporcionando aos surdos receber informações escolares em língua de sinais, abrindo-lhes oportunidades para que possam construir competências e habilidades na leitura e na escrita, tornando-se, portanto, letrados.

Através desses dispositivos legais, pode-se verificar que a escola regular está amparada legalmente para receber os alunos surdos em suas classes, pois a legislação brasileira já reconhece a importância da linguagem dos sinais na educação dos sujeitos surdos, como um elemento que abre portas para o desenvolvimento global dos alunos que não ouvem, mas que são iguais àqueles que têm a audição. 

O surdo não é pior que o ouvinte, é cognitivamente igual, tem as mesmas capacidades e inteligência (Botelho 2002), porém é um sujeito que tem uma forma única, peculiar de aprender, pois compartilha duas culturas e precisa apropriar-se de ambas. A língua de sinais constitui esta ponte, portanto, importante na educação dos surdos nas classes regulares. 

Referência Bibliografica:
NASCIMENTO, Adriana Costa. A IMPORTANCIA DA LINGUA DE SINAIS NA ESCOLA REGULAR. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/a-importancia-da-lingua-de-sinais-na-escola-regular/28123/>. Acesso em: 15 mar.2018

História Recente

Em 2002, a Língua Brasileira de Sinais foi finalmente reconhecida como uma língua oficial do BrasilEssa conquista se somou a outras mais atuais, que sempre passaram pelo campo da legislação. Nos últimos anos não foram poucas as leis e recomendações que buscaram regulamentar aspectos da língua de sinais para propagar seu o uso e garantir direitos à comunidade surda:
  • 2004: Lei que determina o uso de recursos visuais e legendas nas propagandas oficiais do governo;
  • 2008: Instituído o Dia Nacional do Surdo, comemorado em 26 de Setembro, considerado o mês dos surdos;
  • 2010: Foi regulamentada a profissão de Tradutor e Intérprete de Libras;
  • 2015: Publicação da Lei Brasileira de Inclusão (ou Estatuto da Pessoa com Deficiência), que trata da acessibilidade em áreas como educação, saúde, lazer, cultura, trabalho etc.;
  • 2016: Anatel publica resolução com as regras para o atendimento das pessoas com deficiência por parte das empresas de telecomunicações.
Mesmo com todos esses avanços, a Libras ainda é pouco conhecida e usada entre os ouvintes. Seu status de língua oficial não é validado na prática. Para mudar essa realidade precisamos tratar a Língua Brasileira de Sinais como realmente nossa, defendendo-a e procurando aprender mais sobre ela.

Referência Bibliografica:
BOGAS, João Vitor. A história da Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Diponível em: <http://blog.handtalk.me/historia-lingua-de-sinais/>. Acesso em: 08 mar.2018.

Alfabeto em Libras

Os sinais (símbolos) surgem da soma de padrões de mão, e em alguns casos, de pontos de articulação e de movimentos – partes do próprio corpo ou no espaço em que são executados. As libras transmitem mais do que palavras e frases, o sistema possibilita que a comunidade de pessoas surdas exerçam o direito de descobrir o mundo a sua volta por conta própria.

O alfabeto em libras, basicamente, consiste na soletração de letras e numerais com as mãos. O sistema é usado, apenas, para formar nomes de pessoas, rótulos, lugares, endereços e vocábulos que se tenha dúvida, ou inexistentes, na língua de sinais.

Vale lembrar que as letras do alfabeto são utilizadas em alguns casos específicos, como é o caso de nomes próprios, onde muitas vezes a pessoa comunica seu nome através das letras ou de seu sinal pessoal (sim, cada pessoa possui um sinal próprio). Porém, para se comunicar de verdade com um surdo, é necessário saber que cada palavra possui um sinal específico. Por exemplo, se você vai dizer para “eu te amo” em Libras, você não vai fazer a datilografia de cada letra. Você fará o sinais de “Eu” “Gosto” e o sinal de “você”. 


Referência Bibliografica: 
AC, Alexandre. Alfabeto em Libras – Sinais das Letras do Abecedário. Disponível em: <http://empreendedormoderno.com.br/alfabeto-em-libras-letras-sinais/>. Acesso em: 08 mar.2018.

O que é Libras?


A LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, ao contrário do que muitos pensam, é uma língua e possui uma estrutura gramatical própria, ultrapassa as ideias daqueles que acreditam ser apenas gestos ou mímicas, como uma maneira de comunicação entre os deficientes auditivos.
Considera-se a LIBRAS uma língua por possuir corretamente os níveis linguísticos fonológico, morfológicos, sintático e semântico, e o que vai diferenciar essa língua das demais é a sua modalidade visual-espacial, pois, o que denominamos de palavra na língua oral-auditiva, na LIBRAS é denominado por sinais.
A Língua de Sinais não é universal, visto que cada país possui a sua própria língua, o mesmo ocorre na Língua de Sinais, há variações de acordo com cada lugar. O que acontece é que a cultura local provém muito nos resultados da língua, e as expressões são influenciadas pelo regionalismo, o que vai justificá-la ainda mais como língua.
Os sinais são movimentos específicos realizados pelas palmas da mão, e dependem de um ponto ou espaço de localização em que esses sinais são realizados, pois, como toda língua, também deve ser padronizada e isso acontece através de alguns parâmetros traçados para que todos realizem e possam compreender uns aos outros.
Referência Bibliografica: 
Portal Educação, LIBRAS, O QUE SIGNIFICA?. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/cotidiano/libras-o-que/47425>. Acesso em: 01 mar.2018.

Origem da Língua de Sinais




As línguas de sinais, ao contrário do que se pode pensar, não são universais, pois existem a Língua de Sinais Americana, a Língua de Sinais Francesa, a Língua de Sinais Portuguesa e a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), dentre outras. 

Segundo Felipe (2001), as Línguas de Sinais não são apenas um conjunto de gestos que explicam as línguas orais, são complexas e expressivas, permitindo aos seus usuários discutir sobre qualquer assunto, desde filosofia e política, até moda, poesia e teatro.

Não existem relatos específicos sobre a origem da Língua de Sinais, porém destaca-se o início de seu uso no ano de 1760 na cidade de Paris na França, onde o abade L’Epée de aproximadamente sessenta anos fundou a primeira escola pública para surdos.


Perlin (2002) destaca que a partir da fundação desta escola iniciou-se a multiplicação de profissionais surdos e ouvintes que se espalharam pelo mundo disseminando o uso da Língua de Sinais, foram criadas várias outras escolas, onde além do uso das Línguas de Sinais nacionais, exploravam-se novos recursos na educação dos surdos.

No Brasil a Língua de Sinais ganhou espaço a partir de 1857 quando Eduard Huet, um francês que ficou surdo aos doze anos veio ao país a convite de D. Pedro II para fundar a primeira escola para meninos surdos primeiramente chamada Imperial Instituto de Surdos Mudos, atual INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos).

A partir da fundação da escola, os surdos brasileiros puderam então criar a Língua Brasileira de Sinais, que se originou da Língua de Sinais Francesa e das formas de comunicação já utilizadas pelos surdos de vários locais do país.


É importante ressaltar que nem sempre houve a aceitação pelo uso da Língua de Sinais, que muitas foram às tentativas em torno da discussão sobre como educar os surdos, pois alguns se mostravam favoráveis ao método oralista (Uso da fala).


No ano de 1880 em um Congresso Mundial de Professores Surdos ocorrido em Milão na Itália decidiu-se que todos os surdos deveriam ser educados pelo método oral puro, ou seja, sem o uso de qualquer sinal.


Somente no ano de 1896 a pedido do Governo brasileiro, A.J. de Moura e Silva, que atuava como professor de surdos no INES foi ao Instituto Francês de Surdos com a missão de avaliar esta decisão e chegou à conclusão de que o método oralista não era eficiente para todos os surdos.

Se fôssemos nos aprofundar no estudo da história da Língua de Sinais teríamos que citar vários outros nomes importantes no processo de implantação e reconhecimento da mesma e detalhar acontecimentos, datas e discussões em torno da polêmica da Educação dos surdos.

Portanto, assim como o povo ouvinte tem suas lutas e glórias em busca de liberdade, de uma sociedade democrática onde se possa viver bem e fazer uso de seus direitos, o povo surdo, que sempre esteve presente nesta mesma trajetória histórica também, pois é parte da sociedade e, além disso, ainda teve que lutar uma luta desleal e quase solitária.

Sob o domínio de uma cultura da maioria (cultura ouvinte) que sempre tomou as decisões e dificilmente se colocou na posição do surdo para saber o que de fato era melhor para ele, o sujeito surdo conviveu com o preconceito, o isolamento social e a falta de oportunidades por não poder expressar de fato sua opinião.

Atualmente, muitos são os estudos sobre a cultura surda e a evolução desse povo guerreiro que luta por igualdade de condições e o que fica claro é que a sociedade começa a despertar para o respeito à diferença cultural do surdo e desmistificar um pouco a surdez vista como deficiência desde a antiguidade.

Portanto, a história das Línguas de Sinais ainda tem muitos capítulos a serem escritos. Seja pelos Surdos, atualmente mais confiantes ou mesmo com a colaboração de ouvintes engajados na causa surda.


Referência Bibliografica: 

Portal Educação, LÍNGUA DE SINAIS: ORIGEM E HISTÓRIA. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/fonoaudiologia/lingua-de-sinais-origem-e-historia/61951>. Acesso em 01 mar.2018.


VÍDEO E CURRÍCULO LATTES.

Currículo: Laís Fernandes de Jesus. Currículo: Mikaella Ribeiro de Souza.