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quinta-feira, 14 de junho de 2018
quarta-feira, 13 de junho de 2018
O QUE FAZER QUANDO ENCONTRAR UMA PESSOA SURDA.
· Fale claramente, de frente para a pessoa, tomando cuidado para deixar visível sua boca.
· Não grite, fale em tom de voz e velocidade normais, exceto se lhe pedirem para levantar a voz ou falar mais devagar.
· Fale com expressão. Estas pessoas não podem ouvir as mudanças sutis do tom da voz indicando sarcasmo ou seriedade. Mas elas saberão ler suas expressões faciais, gestos ou movimentos do seu corpo.
· Ao conversar, toque levemente seu braço para a pessoa perceber que você quer falar-lhe. Mantenha o contato visual. Do contrário, a pessoa pensará que a conversa acabou.
· Se você não entender o que um surdo quer lhe dizer, peça para que ele repita. Se mesmo assim você não o entender, peça para que ele escreva o que deseja.
· Se um surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamente ao surdo, nunca ao intérprete.
· Utilize lingua de sinais, avisos visuais e, se for exibir um filme, opte por filmes legendados ou providencie um resumo do filme.
· Não cruze ou ande entre duas pessoas conversando em linguagem de sinais, isto atrapalha ou impede a conversa.
Referência Bibliográfica.
· Não grite, fale em tom de voz e velocidade normais, exceto se lhe pedirem para levantar a voz ou falar mais devagar.
· Fale com expressão. Estas pessoas não podem ouvir as mudanças sutis do tom da voz indicando sarcasmo ou seriedade. Mas elas saberão ler suas expressões faciais, gestos ou movimentos do seu corpo.
· Ao conversar, toque levemente seu braço para a pessoa perceber que você quer falar-lhe. Mantenha o contato visual. Do contrário, a pessoa pensará que a conversa acabou.
· Se você não entender o que um surdo quer lhe dizer, peça para que ele repita. Se mesmo assim você não o entender, peça para que ele escreva o que deseja.
· Se um surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamente ao surdo, nunca ao intérprete.
· Utilize lingua de sinais, avisos visuais e, se for exibir um filme, opte por filmes legendados ou providencie um resumo do filme.
· Não cruze ou ande entre duas pessoas conversando em linguagem de sinais, isto atrapalha ou impede a conversa.
Referência Bibliográfica.
ORGULHO SURDO !
Tornou-se parte da cultura surda usar uma fita azul:
- Uma conhecida fita azul representa um motivo: ela engloba uma história, uma cultura, uma língua, um povo.
- A fita azul representa a opressão enfrentada pelas pessoas surdas ao longo da história.
- A cor azul foi escolhida para representar "O Orgulho Surdo", para homenagear todos os que morreram depois de serem classificados como "surdo" durante o reinado da Alemanha nazista.
- Hoje em dia ela representa as suas silenciosas vozes em um mar de línguas faladas.
- A fita azul foi introduzida em Brisbane, na Austrália, em julho de 1999, no Congresso Mundial da Federação Mundial de Surdos. Durante o evento foi feita a sensibilização da luta dos Surdos e suas famílias ouvintes, através dos tempos.
-Ao recordarmos a opressão dos Surdos no passado e hoje, está se tornando claro para um número maior de pessoas que os Surdos podem fazer qualquer coisa, exceto ouvir.
- Aqueles que usam a fita azul têm orgulho em mostrar um pouco de sua própria cultura: A Cultura surda.
Surdez não é uma deficiência, mas uma cultura.
Na Segunda Guerra Mundial, era comum o uso de eutanásia nos hospitais, onde eram mortos bebês surdos.
Posteriormente, tornou-se comum a prática do aborto, que era aplicada quando se suspeitava que os fetos poderiam ter deficiências congénitas, ou qualquer tipo de doença, como no caso da surdez.
Poucos surdos escaparam, sobrevivendo em guetos e nos campos de concentração.
Na Antiguidade os chineses lançavam-nos ao mar, os gauleses sacrificavam-nos aos deuses Teutates, em Esparta eram lançados do alto dos rochedos. Na Grécia, os Surdos eram encarados como seres incompetentes.
Aristóteles, ensinava que os que nasciam surdos, por não possuírem linguagem, não eram capazes de raciocinar. Essa crença, comum na época, fazia com que, na Grécia, os Surdos não recebessem educação secular, não tivessem direitos, fossem marginalizados (juntamente com os deficientes mentais e os doentes) e que muitas vezes fossem condenados à morte. No entanto, em 360 a.C., Sócrates, declarou que era aceitável que os Surdos comunicassem com as mãos e o corpo. A Igreja Católica, até à Idade Média, cria que os Surdos, diferentemente dos ouvintes, não possuíam uma alma imortal, uma vez que eram incapazes de proferir os sacramentos.
O Setembro Azul pode ser entendido como o marco fundamental no que diz respeito à mobilização nacional na defesa das escolas bilíngüe para surdos, o Setembro Azul é um movimento social motivada por uma critica à atual política de educação especial que tem como prioridade o modelo da inclusão, ou seja, colocar os Surdos em escolas regulares e posteriormente o fechamento das escolas especiais.
O setembro azul prevê seminários, palestras, apresentações teatrais, Passeatas, Audiências Publicas, Exposições, Festas etc. Nos diversos estados brasileiros.
Aqui no Brasil comemoramos o Dia do Surdo em 26 de setembro, porque nesta data foi um marco histórico importante – foi fundada a primeira escola de surdos no Brasil o atual INES – Instituto Nacional de Educação dos Surdos, em Rio de Janeiro no dia 26 de setembro de 1857 pelo prof. Francês surdo Eduard Huet.
Referência Bibliográfica.
APLICATIVO TRADUZ O PORTUGUÊS PARA A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS.
Graças ao trabalho de três jovens alagoanos, já existe um aplicativo capaz de traduzir o Português para Libras. Batizado de Hand Talk, ele foi eleito pela Organização das Nações Unidas (ONU) como "o melhor aplicativo social do mundo".
A ideia surgiu de três amigos: o publicitário Ronaldo Feirreira, o arquiteto Thadeu Luiz, e o analista de sistemas Carlos Wanderlan.
— Percebi que existiam pessoas com deficiência, que precisariam da tecnologia para tornar o seu dia a dia melhor. A cada dia que passa, a gente vai descobrindo mais e conhecendo melhor esse universo — explica Ronaldo. (veja o vídeo ao lado)
Para transmitir a Libras de forma correta, o aplicativo apresenta um intérprete virtual, o Hugo. Ele possui braços longos e mãos grandes, que facilitam a expressão corporal. Outro detalhe é que ele também possui uma cabeça enorme para deixar clara a visualização da expressão facial.
— A grande vantagem do Hugo é que ele pode ficar no bolso de qualquer pessoa. Você pode usá-lo a hora que desejar — diz Tadeu, um dos idealizadores do aplicativo.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Brasil tem cerca de 9,7 milhões de surdos, cerca de 70% deles tem dificuldades em ler e escrever em português. Por isso, a maioria destes utilizam a Libras para se comunicar. Desde 2002, a legislação brasileira reconhece a Libras como a língua oficial do país, junto com o Português.
Referência Bibliográfica.
PROFESSORA CRIA SITE DE LITERATURA INFANTIL EM LIBRAS.
Docente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e uma das responsáveis pela disciplina de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na Faculdade de Educação, Carolina Hessel criou o site mãos aventureiras onde conta histórias de literatura infantil em Libras.
O site é atualizado todas as semanas com a contação de novos livros. “Meu desejo é atingir o público de escolas de surdos/ouvintes, para que essas boas histórias sejam conhecidas. A internet é uma maneira barata e fácil de dar acesso para todos. Quero preencher esta lacuna para as crianças surdas e também enriquecer o acervo de histórias sinalizadas na internet”, prospecta.
Carolina detalha que é amante de literatura Infantil, de artes e filmes e conta com auxílio dos amigos Liliane Giordani, Marcelo Bertoluci, Rosa Maria Hessel e Claudio Mourão, e do bolsista de Extensão Gabriel Cianeto. “Minha inspiração veio porque sempre gostei contar histórias em Libras com livros, desde que trabalhava nas escolas de surdos. Também quero dar acesso das crianças surdas à literatura infantil variada e de qualidade”, destaca a professora, ao lembrar que, segundo ela, não há no Brasil outro site que apresente literatura infantil variada em Libras. “Outros sites brasileiros (bem poucos) mostram apenas contos clássicos como Contos de Fadas, dos irmãos Grimm”.
Conforme a professora, o processo de escolha varia muito, pois depende da época do mês, do lançamento de livros conhecidos. “Algumas das obras que já contei no site são: Adelia, de Jean-Claude Alphen (Prêmio Jabuti), Carona na Vassoura, de Julia Donaldson, Axel Scheffler, O presente do Saci, de Lalau & Laurabeatriz. Também conto histórias clássicas como “O sanduíche da Maricota”, de Avelino Guedes muito trabalhado na Educação Infantil”, revela.
Referência Bibliográfica.
RELATO DE UM SURDO QUE ENFRENTOU OBSTÁCULOS DURANTE A VIDA ACADÊMICA.
“Na escola eu nunca tive intérprete e não conhecia nada de Libras”, diz Kléber Nascimento Santos sobre as dificuldades que passou na vida acadêmica por ser surdo. Hoje Kléber é pedagogo e professor de Língua Brasileira de Sinais em Ji-Paraná,RO.
Segundo Kléber, os desafios começaram cedo pra ele. Logo depois do parto foi descoberto que o menino nasceu cego e surdo. A mãe dele, Ide Nascimento, atualmente com 63 anos, sofria de hipertensão arterial e o filho ficou com as sequelas de uma crise na hora do nascimento. A cegueira foi revertida e a criança recuperou a visão, mas a surdez permaneceria pela vida toda.
Aos sete anos Kléber teve que se adequar às aulas dadas pelos professores tradicionais da época. “A metodologia deles era dar aulas mais explicativas com texto no quadro. Eu tentava interagir com meus colegas observando como eles faziam os exercícios e assim fui aprendendo”, relembra.
Foi olhando e aprendendo que conseguiu chegar à quinta série. Kléber lembra que o desempenho escolar era cobrado pelos professores, mas ele não tinha possibilidade de um bom rendimento como as outras crianças. “Sofri muito porque eram 10 disciplinas, cada uma com um professor com um jeito diferente de lecionar, mas todos cobravam para estudar mais”, comenta.
A surdez na adolescência o fez deixar as brincadeiras com os amigos de lado e se aproximar mais dos familiares. Era em casa com a ajuda dos pais e dos irmãos que Kléber contava para rever o conteúdo das aulas. “Quando acabava a aula você acha que eu ia brincar com os amigos? Que nada, eu pedia aos meus pais e meus dois irmãos que me ajudassem, eram horas e horas de estudo”, diz.
O empenho do único garoto surdo da sala deu resultado. Com notas acima dos demais, o aluno se tornou referência e passou de ajudado para ajudante. “Acabei servindo de exemplo para os outros. Os professores me parabenizavam e perguntavam: vocês que são ouvintes estão perdendo para o Kléber que é surdo?”, comenta Kléber que completa: “eu questionava a mesma coisa, como posso estar melhor se eles ouvem?”.
Após dois vestibulares, sem intérpretes, ele ingressou em uma faculdade de pedagogia e passou o primeiro semestre como nas primeiras aulas quando era menino. “No primeiro dia de aula quando eu coloquei a mão na orelha pra demonstrar que era surdo, meu professor fez uma cara como quem dizia, e agora?”, brinca.
“No início do segundo semestre conheci a Olga, foi um alívio”, comenta Kléber se referindo à Olga Maria da Mota, professora de Libras que deixou de ensinar na rede pública para ajudá-lo. “Eu o acompanhei pelos três anos e meio da faculdade, eu meio que me formei novamente com ele”, diz Olga.
O começo, segundo a professora, não foi fácil porque a novidade acabava chamando mais a atenção do que as aulas. “No início era meio constrangedor porque era novidade ter um intérprete. Às vezes deixavam de ver o professor pra ficar me olhando”, lembra.
Segundo Olga, nas primeiras aulas os alunos duvidavam se aquilo que ela dizia era realmente o que Kléber expressava. “Quando tinha apresentação de algum trabalho é que a coisa ficava boa, ele me dizia por Libras e eu apresentava à classe que ficava boquiaberta”, explica.
Formado em pedagogia e professor na primeira escola bilíngue de Rondônia, Kléber dá aula de Libras para crianças surdas e para professores. “Hoje sou muito grato aos meus pais, irmão e aos meus professores que tiveram paciência e me ajudaram a ser o que sou hoje”, ressalta.
Kléber lembra que aula de Libras é muito importante e quem fizer poderá ajudar outras pessoas no futuro. “Da mesma forma que eu me esforcei pra ler e escrever gostaria que se esforçassem para aprender Libras, assim poderemos nos comunicar melhor”, finaliza.
Referência Bibliográfica.
Segundo Kléber, os desafios começaram cedo pra ele. Logo depois do parto foi descoberto que o menino nasceu cego e surdo. A mãe dele, Ide Nascimento, atualmente com 63 anos, sofria de hipertensão arterial e o filho ficou com as sequelas de uma crise na hora do nascimento. A cegueira foi revertida e a criança recuperou a visão, mas a surdez permaneceria pela vida toda.
Aos sete anos Kléber teve que se adequar às aulas dadas pelos professores tradicionais da época. “A metodologia deles era dar aulas mais explicativas com texto no quadro. Eu tentava interagir com meus colegas observando como eles faziam os exercícios e assim fui aprendendo”, relembra.
Foi olhando e aprendendo que conseguiu chegar à quinta série. Kléber lembra que o desempenho escolar era cobrado pelos professores, mas ele não tinha possibilidade de um bom rendimento como as outras crianças. “Sofri muito porque eram 10 disciplinas, cada uma com um professor com um jeito diferente de lecionar, mas todos cobravam para estudar mais”, comenta.
A surdez na adolescência o fez deixar as brincadeiras com os amigos de lado e se aproximar mais dos familiares. Era em casa com a ajuda dos pais e dos irmãos que Kléber contava para rever o conteúdo das aulas. “Quando acabava a aula você acha que eu ia brincar com os amigos? Que nada, eu pedia aos meus pais e meus dois irmãos que me ajudassem, eram horas e horas de estudo”, diz.
O empenho do único garoto surdo da sala deu resultado. Com notas acima dos demais, o aluno se tornou referência e passou de ajudado para ajudante. “Acabei servindo de exemplo para os outros. Os professores me parabenizavam e perguntavam: vocês que são ouvintes estão perdendo para o Kléber que é surdo?”, comenta Kléber que completa: “eu questionava a mesma coisa, como posso estar melhor se eles ouvem?”.
Após dois vestibulares, sem intérpretes, ele ingressou em uma faculdade de pedagogia e passou o primeiro semestre como nas primeiras aulas quando era menino. “No primeiro dia de aula quando eu coloquei a mão na orelha pra demonstrar que era surdo, meu professor fez uma cara como quem dizia, e agora?”, brinca.
“No início do segundo semestre conheci a Olga, foi um alívio”, comenta Kléber se referindo à Olga Maria da Mota, professora de Libras que deixou de ensinar na rede pública para ajudá-lo. “Eu o acompanhei pelos três anos e meio da faculdade, eu meio que me formei novamente com ele”, diz Olga.
O começo, segundo a professora, não foi fácil porque a novidade acabava chamando mais a atenção do que as aulas. “No início era meio constrangedor porque era novidade ter um intérprete. Às vezes deixavam de ver o professor pra ficar me olhando”, lembra.
Segundo Olga, nas primeiras aulas os alunos duvidavam se aquilo que ela dizia era realmente o que Kléber expressava. “Quando tinha apresentação de algum trabalho é que a coisa ficava boa, ele me dizia por Libras e eu apresentava à classe que ficava boquiaberta”, explica.
Formado em pedagogia e professor na primeira escola bilíngue de Rondônia, Kléber dá aula de Libras para crianças surdas e para professores. “Hoje sou muito grato aos meus pais, irmão e aos meus professores que tiveram paciência e me ajudaram a ser o que sou hoje”, ressalta.
Kléber lembra que aula de Libras é muito importante e quem fizer poderá ajudar outras pessoas no futuro. “Da mesma forma que eu me esforcei pra ler e escrever gostaria que se esforçassem para aprender Libras, assim poderemos nos comunicar melhor”, finaliza.
Referência Bibliográfica.
QUEBRA DE PARADIGMAS - ELES SÃO SURDOS.
Deficiente-auditivo, surdo-mudo e surdo: qual a forma correta de se referir a uma pessoa com déficit auditivo e que faz uso da língua de sinais? Pense... Não tenha pressa... Acredito que a maioria tenha ficado em dúvida entre as duas primeiras, e que instantaneamente já descartaram a terceira. Acertei? Pois sinto informar a quem pensou deste modo que, aquelas pessoas de quem me refiro, exigem ser chamadas de SURDOS. Por favor, nunca digam que um surdo é surdo-mudo ou um deficiente-auditivo (D.A). Chamá-lo assim soa para ele, da mesma forma que para um negro, soa ser chamado de negrinho ou de preto.
Para mudarmos nossa forma de ver o surdo, precisamos destruir e refazer alguns conceitos. E procurar ter uma visão sob um aspecto mais sociocultural do que biológico. Quando fazemos uso do termo “deficiente” estamos colocando os surdos no grupo dos incapacitados, pela perda da audição – estamos vendo a surdez como algo patológico. No entanto, isto não é verdade. A única barreira imposta pela surdez é a dificuldade de comunicação com as pessoas ouvintes. Excetuando isso, eles são capazes de trabalhar, de saírem às ruas, de aprender o que quiserem, de se relacionarem com outras pessoas. Então podemos dizer que a surdez é uma diferença e não uma deficiência. Além disso, este termo por si só trás uma grande carga de PRECONCEITO. E quanto ao termo surdo-mudo, a palavra “mudo” denota ausência de linguagem, e perda do aparelho fonador. E estas não são as realidades dos surdos. Eles, com a ajuda de um profissional fonoaudiólogo, são capazes de se “oralizar”; pois o seu aparelho fonador encontra-se preservado. Além disso, a língua de sinais é considerada um tipo de linguagem, com toda a complexidade das demais.
Por isso, a partir de hoje usem o termo SURDO – mas lembrem-se de que até mesmo esta palavra traz consigo a diversidade em sua essência, pois não há O SURDO, mas os surdos...
Referência Bibliográfica:
1 - GESSER A. DO PATOLÓGICO AO CULTURAL NA SURDEZ: PARAALÉM DE UM E DE OUTRO OU PARA UMA REFLEXÃO CRÍTICA DOS PARADIGMAS. Trab. Ling. Aplic., Campinas, 47(1): 223-239, 13 de Jun. 2018.
Para mudarmos nossa forma de ver o surdo, precisamos destruir e refazer alguns conceitos. E procurar ter uma visão sob um aspecto mais sociocultural do que biológico. Quando fazemos uso do termo “deficiente” estamos colocando os surdos no grupo dos incapacitados, pela perda da audição – estamos vendo a surdez como algo patológico. No entanto, isto não é verdade. A única barreira imposta pela surdez é a dificuldade de comunicação com as pessoas ouvintes. Excetuando isso, eles são capazes de trabalhar, de saírem às ruas, de aprender o que quiserem, de se relacionarem com outras pessoas. Então podemos dizer que a surdez é uma diferença e não uma deficiência. Além disso, este termo por si só trás uma grande carga de PRECONCEITO. E quanto ao termo surdo-mudo, a palavra “mudo” denota ausência de linguagem, e perda do aparelho fonador. E estas não são as realidades dos surdos. Eles, com a ajuda de um profissional fonoaudiólogo, são capazes de se “oralizar”; pois o seu aparelho fonador encontra-se preservado. Além disso, a língua de sinais é considerada um tipo de linguagem, com toda a complexidade das demais.
Por isso, a partir de hoje usem o termo SURDO – mas lembrem-se de que até mesmo esta palavra traz consigo a diversidade em sua essência, pois não há O SURDO, mas os surdos...
Referência Bibliográfica:
1 - GESSER A. DO PATOLÓGICO AO CULTURAL NA SURDEZ: PARAALÉM DE UM E DE OUTRO OU PARA UMA REFLEXÃO CRÍTICA DOS PARADIGMAS. Trab. Ling. Aplic., Campinas, 47(1): 223-239, 13 de Jun. 2018.
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